Agenda e Bilheteira
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    CTB: Endgame - Samuel Beckett
    6 e 7 de Junho 2024
  • Programa
  • Quinta - 21:30
    Sexta - 21:30
    Sala Principal
    M12
    10€
    Cartão Quadrilátero
    5€
    CTB: Endgame de Samuel Beckett

    O Fim está no princípio e, apesar de tudo, continuamos. 

    Olhamos à volta e não vemos ou procuramos não ver. Se vemos, quase não acreditamos possível. Se vemos melhor, a miséria está aí. Perto, dentro de portas. Na casa ao lado. Na rua de cima. Longe, filtrada pelo écran, distorcida pela narrativa, real nos corpos mutilados, nos mortos-vivos, nos vivos-mortos. 
    Mais perto ainda, dentro de nós.  
    Se olharmos com uma boa lente, de grande alcance, uma lente que atravesse tempo e espaço, reconheceremos a eternidade, a inevitabilidade, a absurdidade de tudo isto.  
    E o humano, demasiado humano, profundamente desumano, portanto, de tudo isto.  
    Também nas palavras, repetidas, gastas, fragmentadas, gastas, reditas, gastas, e continuadas, sem descanso. À procura do sentido inexistente, negado, reiteradamente negado, do que que somos, quem, quando, onde, porquê — para quê, afinal. 
    Esta é a matéria de Beckett, esta é a matéria dos dias que vivemos.  
    Esperança? Residual, uma partícula no universo. No Teatro, talvez, ainda, apesar de tudo.  

    Texto Samuel Beckett
    Encenação Sílvia Brito
    Elenco André Laires, Carlos Feio, Eduarda Filipa e Rogério Boane
    Cenografia e adereços António Jorge 
    Figurinos Manuela Bronze 
    Espaço sonoro Grasiela Muller 
    Desenho de luz Nilton Teixeira 

    27/06 - sessão extra às 15h00
Quinta - 21:30
Sexta - 21:30
Sala Principal
M12
10€
Cartão Quadrilátero
5€
CTB: Endgame de Samuel Beckett

O Fim está no princípio e, apesar de tudo, continuamos. 

Olhamos à volta e não vemos ou procuramos não ver. Se vemos, quase não acreditamos possível. Se vemos melhor, a miséria está aí. Perto, dentro de portas. Na casa ao lado. Na rua de cima. Longe, filtrada pelo écran, distorcida pela narrativa, real nos corpos mutilados, nos mortos-vivos, nos vivos-mortos. 
Mais perto ainda, dentro de nós.  
Se olharmos com uma boa lente, de grande alcance, uma lente que atravesse tempo e espaço, reconheceremos a eternidade, a inevitabilidade, a absurdidade de tudo isto.  
E o humano, demasiado humano, profundamente desumano, portanto, de tudo isto.  
Também nas palavras, repetidas, gastas, fragmentadas, gastas, reditas, gastas, e continuadas, sem descanso. À procura do sentido inexistente, negado, reiteradamente negado, do que que somos, quem, quando, onde, porquê — para quê, afinal. 
Esta é a matéria de Beckett, esta é a matéria dos dias que vivemos.  
Esperança? Residual, uma partícula no universo. No Teatro, talvez, ainda, apesar de tudo.  

Texto Samuel Beckett
Encenação Sílvia Brito
Elenco André Laires, Carlos Feio, Eduarda Filipa e Rogério Boane
Cenografia e adereços António Jorge 
Figurinos Manuela Bronze 
Espaço sonoro Grasiela Muller 
Desenho de luz Nilton Teixeira 

27/06 - sessão extra às 15h00
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