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    Una Donna Sola
    September 25, 2018
  • Programa
  • Tuesday
    21:30
    Small Auditorium
    M12
    10 €
    Cartão Quadrilátero
    5 €
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    Situação prosaica: uma mulher, vinda do interior do apartamento onde vive, chega a um espaço dele. É uma mulher de meia-idade. Evidencia um semblante entre o inexpressivo e o severo - traços de amargura. Traz entre os braços um cesto com roupa por passar; depois instala a tábua de passar, liga o ferro de engomar…. Começa a cumprir a rotineira tarefa doméstica. Subitamente, dá conta que no prédio defronte, num apartamento até então desabitado, se instalou uma nova inquilina. Tudo muda.Começa então entre elas uma conversa – na verdade, um solilóquio – na qual, sob múltiplos aspetos, se evidencia a relação homem/mulher, hoje como no passado, uma questão de antropofagia. Diz Unamuno que o homem não pode viver senão de fome. A mais viva expressão de amor é “Eu comia-te!” (...) Só que hoje já não comemos as carnes; comemos as almas! É desta matéria, na sua abrangência real e metafórica, que falará o espetáculo, aliás, na linha do desafio lançado por Franca Rame: Há dois mil anos que choramos. Vamos agora rir, rir de nós próprias.  

    Autores: Franca Rame e Dario Fo | Encenação: Luís Vicente | Cenografia: Luís Mouro | Interpretação: Antónia Terrinha | Desenho de luz: Fernando Sena | Produção: Celina Gonçalves 

    Promotor: Companhia de Teatro de Braga
Tuesday
21:30
Small Auditorium
M12
10 €
Cartão Quadrilátero
5 €
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Situação prosaica: uma mulher, vinda do interior do apartamento onde vive, chega a um espaço dele. É uma mulher de meia-idade. Evidencia um semblante entre o inexpressivo e o severo - traços de amargura. Traz entre os braços um cesto com roupa por passar; depois instala a tábua de passar, liga o ferro de engomar…. Começa a cumprir a rotineira tarefa doméstica. Subitamente, dá conta que no prédio defronte, num apartamento até então desabitado, se instalou uma nova inquilina. Tudo muda.Começa então entre elas uma conversa – na verdade, um solilóquio – na qual, sob múltiplos aspetos, se evidencia a relação homem/mulher, hoje como no passado, uma questão de antropofagia. Diz Unamuno que o homem não pode viver senão de fome. A mais viva expressão de amor é “Eu comia-te!” (...) Só que hoje já não comemos as carnes; comemos as almas! É desta matéria, na sua abrangência real e metafórica, que falará o espetáculo, aliás, na linha do desafio lançado por Franca Rame: Há dois mil anos que choramos. Vamos agora rir, rir de nós próprias.  

Autores: Franca Rame e Dario Fo | Encenação: Luís Vicente | Cenografia: Luís Mouro | Interpretação: Antónia Terrinha | Desenho de luz: Fernando Sena | Produção: Celina Gonçalves 

Promotor: Companhia de Teatro de Braga
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